sexta-feira, 22 de maio de 2009

Anjos e Demônios (Angels & Demons)


Para começar as postagens neste blog, resolvi falar de cinema uma das minhas maiores paixões.

Quarta Feira, 20/05/09, fui ao cinema conferir Anjos e Demônios (Angels & Demons), adaptação do Livro do excelente Dan Brown.

Aqueles que não viram o filme ainda, e não queiram saber alguns detalhes sobre este, recomendo que parem a leitura deste post agora!

Advertência sobre possível “Spoiler” já realizada, segue o barco. Como já imaginava, o filme foi superior ao Código Da Vinci, muito devido ao livro ter um ar mais “Thriller”, digamos assim., porém não considero a primeira adaptação de Dan às telas um péssimo filme (Quem sabe meu próximo post de cinema não seja sobre ele?!?).

Mas voltando ao filme em questão, tive o prazer de estar acompanhado neste, muito bem acompanhado por sinal, sendo que esta não tinha lido o livro, o que poderia me trazer uma opinião mais abrangente sobre ele.

Positivamente, o filme me surpreendeu em alguns mínimos detalhes. Não se importou em ser bem detalhista na questão da queimadura no peito dos cardeais, o globo ocular exposto logo no inicio do filme, as imagens da Cidade do Vaticano e as estátuas de Bernini. Por mais ridículo que pareça estes pequenos detalhes são os mais importantes nas obras de Dan Brown.

O roteiro, diga-se de passagem, foi muito bem adaptado, porém me decepcionei com a exclusão de um personagem que julgava ser a espinha dorsal da trama, por ser surpreendente no final, tanto quanto o camerlengo. Estou falando do diretor do CERN, Maximilliam Kohler.

Acredito que a questão do tempo do filme deve ter interferido diretamente na necessidade de cortar alguns capítulos. Isso foi algo que senti muito. Acho que as cenas dentro do CERN, quando há a pesquisa sobre a Antimatéria, foi muito sintetizada.

Mas há um comentário sobre o roteiro que é necessário frisar e dar os parabéns. Assim como eu, muitos estavam preocupados em como seria registrado no filme que este seria uma aventura após o Código (o que nos livros é o oposto). Esse detalhe se mostra tão sutil que é quase imperceptível. Fiquei realmente extasiado quando vi este único elo entre os dois.

Os atores foram bem escolhidos, assim como no anterior, porém sabemos como um roteiro bem criado faz a diferença para uma boa interpretação. Surpresas para a atuação de Ayelet Zurer (Vittoria Vetra), que parece ter crescido após uma presença “fraca” em Ponto de Vista, Ewan McGregor (Camerlengo Patrick Mckenna), conseguiu passar de bonzinho a vilão incrivelmente, e o personagem mais “insignificante” do filme, teve um interprete que se mostrou muito talentoso Nikolaj Lie Kaas (Assassin). O desempenho deste último foi realmente excelente.

Quem não leu o livro, tem tudo para achar o filme muito bom ou excelente.

Quem leu, e sabe o que é “adaptação”, deverá considerá-lo entre bom e muito bom.

Para aqueles que leram o filme e não sabem o significado da palavra “adaptação”, não levantem a bunda do sofá. Mas se levantarem, as opiniões serão as mais diferentes possíveis, mas não superaria um “bom”.

Quanto a mim, pretendo sempre pontuar um filme logo que o vejo então:

NOTA: 8,5

Abraço !

Um comentário:

  1. Ainda não ví este filme, mas certamente está na minha lista de "pendências"... a falta de tempo complica bastante para eu poder assistir tudo que ainda quero... mas legal saber que esse é melhor que o primeiro... também achava que seria, especialmente pq esse não tinha a necessidade de ser tão comercial quanto o primeiro, tendo em vista toda a publicidade havida na época com o Código da Vinci... ;]

    Abraços!

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